domingo, 1 de setembro de 2024

PAPO DE BOTEQUIM: DA PARA SE ENTENDER NOSSO UNIVERSO PARALELO?

Lembro de uma frase hómerica de Bob Fields, o ministro do planejamento de Castelo Branco, Roberto Campos, em que ele comentava com o marechel revestido de presidente: "Se continuarmos a varrer todo o tempo o pó da cozinha, não terei condições para começar a cozinhar". 


Acho que quando Deus criou o universo e disse ao bom e paciente São Pedro que ao invéz de dotar o Brasil de vulcões, maremotos, terremotos, furacões, tornedos ou neve, colocaria um povo, como assim dizer "diferente", ele não estava de maneira alguma exagerando. Ele nos fez, numa mescla de indios e portugueses, que na verdade desde lá de trás criaram aquilo que eu chamo de um eteno universo paralelo. Éramos apenas mazombos antes de nos tornamos brasileiros.

Somos o pais do universo paralelo. 

Minha grande impressão vivente no Brasil, foi evidentemente aquilo que chamam da revolução de 1964 que coincidentemente foi feita naquele que denominamos do dia dos bobos. Que em minha opinião nada teve de revolução, pois, aprendi no estudo da história mundial que toda revolução nasce de uma idéia. Que evidentemente não foi o caso da nossa. Ela nasceu da necessidade de se tirar Jango Goulart da presidência da Republica. O que em outros países seria conceituado de golpe. E o pior, quando Dilma Roussef, sofreu o seu constitucional impeachment, previsto em lei e seguido em todos os seus tramites legais, aqueles que se sentiram atingidos pela mudança, trataram o impeachment como golpe.

Isto é ou não é um conceito de universo paralelo?

Mesmo durante o regime militar, foi bem mais fácil se colocar na cadeia aqueles que acreditavam ser terroristas do que os sabidamente corruptos. E este erro, propiciou que a corrupção criasse em torno de nossos politicos, um elmo, onde "uma mão lava a outra" e do "coça minha costas que eu coço as suas". Outra prova inequivoca da impuniade, criada por este universo paralelo do qual nos acostumamos a viver.

Nos Estados Unidos, onde atualmente vivo, existe isto também, mas em muito menor escala. E tem-se uma certeza, se você for corrupto, um dia será pego e não haverá segunda, terceira ou quarta instâncias. É prisão imediata com TOTAL penhora de bens. Se eu não pagar meu condominio não tenho direito de sequer, usar o elevador, a garage e demais partes comuns. Acontece isto mo Brasil, se houve foro previlegiado, o processo um dia expira, é arquivado e como consequência natural, um dia você é reeleito pela mesma pirâmide anterior que o elegeu, que mama e o mantem no poder, para a vaca que amamenta a todos não seja levada ao brejo.

Isto é ou não é um conceito de universo paralelo?

Aquele que voltou a me perguntar se ficaremos perdidos eternamente em nosso turfe, é o que tenho a dizer.

sábado, 31 de agosto de 2024

DÁ PARA ENTENDER UM PAIS COMO ESTE?

Fomos descobertos devido a uma calmaria. Conseguimos virar um pais colônia, graças a fuga da corte real portuguesa da cobiça de Napoleão. Nos transformamos num império numa doação de pai para filho e numa republica, bastando para tal, colocar o imperador e sua familia num navio que ia para a Europa. Tudo sem derramamento de uma gota sequer de sangue.


Pois bem, viramos estado novo, bastando com isto que os gauchos amarrassem seus cavalos no Obelisco. Elegemos um presidente que com sete meses pediu as contas.

Dá para se entender um pais como este?

E aqui me resevo o direito de apresentar um parágrafo escrito por Elio Gaspari, que bem descreve o que era esta nação a minutos de ser tomada pelo exército em 1964, naquele que é conhecido, como o dia dos bobos, primeiro de abril.

Nas altas horas da noite de 31 de Março, o golpe tinha uma bandeira: tirar Jango do para combinar o resto depois, Jºa a defesa do goberno caíra numa posição cambresta. Tratava-se de manter Jango no palácio sem se saber direito para que, nem em beneficio de quem. Aa poucas forças conservadoras que por razões de conveniência ainda estavam associaas ao presidente, dispunham de meios para ajuda-lo, mas não tinham um propósito para mantê-lo no poder. As forças da esqueda que tinham o propósito, não tinham os meios...

Hoje achamos que um ataque formado por Vinicius Júnior, Rodrigo e Neymar vai resolver nosso problema em futuras Copas. Pois bem, de 1964 pelos 21 anos seguintes dependemos de um ataque formado por  Tamanco, Português, Milito, Alemão e Figa, que eram os apelidos de Castelo Branco, Costa e Silva, Medici, Geisel e Figueiredo, e não só sobrevivemos, como prosperamos.

Dá para se entender um pais como este?

Mas não ficou por ai: O primeiro presidente eleito, mesmo que ainda em regime indireto, não assumiu devido a uma disvirculite. Um outro, este sim eleito pela ampla vontade do povo, assumiu mas foi expurgado, por causa de uma história mal contada de um Fiat. Elegemos um torneiro mecânico, dado ao alcoolismo, que é acusado de ter montado uma organização criminal para delapidar as finanças do pais. e que além de eleger um poste para seu lugar, foi por mais de 550 dias um presidiário, que sonha em assumi, como assumiu novamente, pela terceira vez o controle do pais, unido-se a uma antigo adversário politico que taxara anos atrás, a sua volta ao Planalto, como a volta de um criminoso a cena do crime. 

E graças a um tribunal de justiça repudiado pela população a pantomina se tornou realidade. E se isto não bastasse, deram um impeachment no poste, mas que apesar disto, continua a gastar o dinheiro da nação, agora como presidente do Bricks, ou algo parecido, dando palestras nos quatro cantos do mundo, cujo assunto principal é falar mal do antigo governo. O único que deu certo...

Dá para se entender um pais como este?

Eu não consigo entender. Você poderia me iluminar? E aproveite para me informar como o nosso turfe pode um dia vir a dar certo ???

sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

PARA UM POSTE 20%, É 4 EM 1.

Pobre de uma sociedade, em que o jovem esqueceu do que pode ser, e se contenta preferencialmente com o que pode ter. 

Quanto aquele que apenas quer ter, consegue seu intento, é capaz de afirmar que "em Portugal onde o indice de desemprego é de 20%, isto é, um de cada quatro portugueses está desempregado????"

Evidentemente que tinha que ser um poste a dizer tamanha asneira, da mesma forma que este mesmo poste afirmou quando falava sobre a Ukrania, que "quatro para treze dá sete", logo os dois perdidos no espaço, tem que estar no bolso de alguém. Provavelmente em um sitio em Atibaia, ou num triplex em Guaruja, ou mesmo em um anexo do apartamento de um ex-presidente da republica no ABC paulista.

Lula que acredita que Tiradentes foi crucificado, deve achar que Jesus Cristo tenha sido fuzilado pelos coxinhas.

E pensar que Dilma Rouseff e Lula foram os mais altos dignatarios da Republica Brasileira. Custa-me crer.

Sou do tempo em que o Brasil era tido como o pais do futuro. passaram-se mais de 60 anos e continuo a ouvir a mesma ladainha. Mas pelo menos os dignatários que antecederam o PT tinham um minimo de instrução. ver Lula e Dilma representarem o Brasil, para quem mora a 30 anos fora do Brasil, é de uma tristeza caótica.

Vivemos sem melhoria de educação, saneamento básico, seguraça e saude, que teoricamente são os quatros baluartes de qualquer nação, que não se considera subdesenvolvida. Desde que o PT assumiu, nem uma Copa do Mundo, conseguimos mais ganhar e cada vez mais estamos mais parecidos a Venezuela e Cuba.



quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

O MAIOR LESA PATRIA DE NOSSA HISTÓRIA

Fico estarrecido que no Brasil, agora aquele que rouba um carro, não poderá ser considerado ladrão, e muito menos preso, até que passe o carro oficialmente para seu nome. Quando cito um carro, poderia ser um triplex no Guarujá, um sitio em Atibaia ou outro bem qualquer ganho da forma que for.

Será que regredimos, no tempo e no espaço e voltamos aos degenerados tempos do roubou mas fez?  Recuso-me a acreditar. Mas creio que será esta a única saída da meia dúzia que ainda acredita no PT, para justificar uma possivel - mais impovavel - não encarceração de seu idolo maior, com certeza o homem que mais lesou o patrimônio nacional, embora se alto intitule a mais pura alma brasileira.

Adhemar de Barros e Paulo Maluf são versões da Madre Tereza de Calcutá, perto do Lula e o Collor, com seu Fiat, um coroinha de pimeia viagem. E os parcos militantes da mortandela ainda falam em golpe.

Tenho um certo cuidado no tratamento e no significado de cada palavra que escrevo, pois, ela faz parte do meu ganha pão de cada dia. Mas isto não parece fazer parte da pequena comunidade petista que ainda sobrevive no Brasil. Para tudo que não lhes agrada berram o chavão de golpe. Para o impeachement de um poste e a entrada de um vice presidente por eles votado e escolhido democraticamente, usam igualmente o termo golpe. Para o simples comprimento de uma decisão judicial de segunda estância, voltam novamente com o uso indevido do termo do golpe. Para justificar o enriquecimento ilicito, a popriedade de um sitio em Atibaia, um Triplex no Guarujá e um apartamente alugado, sem pagamento de alugueis e e finalmente a ilegibilidade de alguém com ficha suja voltam a clamar que se trata de um golpe.
Pois bem, para mim golpe, e deixar de gastar com educação, saude, saneamento básico e segurança no Brasil, para comprar votos de uma possivel posição na ONU, de um condenado da justiça brasileira, financiando com dinheio publico o Porto Mariel em Cuba; a via Expressa em Luanda; o sistema de abastecimento de água em Lima e a hidroelétrica Jagua no Peru; o projeto bacia El Norte na Bolivia; o metro de Caracas e a ponte do rio Orinoco na Vezezuela; o soterramento Ferrocapol e o Aqueduto Chacota na Argentina; a hidroelétrica de Tumarim na Niquaraguá; as hidroelétricas de San Francisco e de Manduriaçu no Equador; o aeroporto Nacala, o sistema BRT e a barragem Moamba Major em Mocambique, o gasoduto em Montevideo; e a Tomista Haden em Colon no Panamá. Tendo que para isto, delapidar com a Petrobrás, a Eletrobas, demais estatais e os fundos de pensão de aposentados, num projeto de manutenção de poder. Isto é o que é para mim golpe. voltam a clamar que se trata de um golpe.

Bem se aproveitaram a Beija Flor e o Paraíso do Tuyuti, para levar o carnaval carioca de escolas de samba com enredos malhando Lula, Dilma e Temer.
 

sábado, 14 de março de 2015

QUEM TEM 7% DE APROVAÇÃO, TINHA QUE PEGAR SEU CHAPÉU E DAR O FORA

Ontem, dia 13 de Março, nem os 7% que compõem o exuberante índice de popularidade atual da dona Dilma estiveram presentes as manifestações em prol dela. O PT já está pensando para a próxima demonstração, importar Venezuelanos, Cubanos, Bolivianos e Haitianos, pois, estes por 35 Reais, um pão com mortadela, uma Tubaina e transporte de graça, matam se necessário for.

Se não for possível, somarão ao sanhuda dos brasileiros queijo e aumentarão a bolsa manifestação para 40 reais em um novo sistema implementado de frequent manifestado. Contando pontos em cada manifestação, para ter direito no final do ano a um bônus de 50 reais. Se trouxer sua própria bandeira, dobra os pontos...


UMA COISA É CERTA, 
O CUSTO ESTIMADO DA MORTADELA 
DA TUBAINA DOS ÔNIBUS 
E DA MESADA DE 35 REAIS 
PARA TRAZER OS ELEMENTOS DA CUT , 
DO MST E DAS BOLSAS ESMOLAS, 
PARA A PASSEATA DE APOIO AO POSTE, 

FOI MUITO MENOR DO QUE O GOVERNO ESPERAVA.

QUANTO A NÃO PRESENÇA DO LULA, 

EU JÁ TINHA ESCRITO, 
FROUXO COMO ELE SEMPRE DEMONSTROU SER, 
ESTA NA CARA QUE ESTÁ NÃO É A HORA PROPICIA 
PARA VE-LO NO PALANQUE. 

E A ROSEMARY? ONDE ESTA A TANAJURA?


Mas os desvairados devaneios continuam. Conseguem visualizar 100,000 manifestantes quando o número estimado não passou de 12,000. falam em salvar a Petrobrás, quando foram os diretores nomeados pelo ex-presidente lula, foram os que oficializaram o petróleo, a atual presidente da republica era chefe do conselho e melhor amiga da presidente da empresa.

Uma coisa dona Dilma e dona Graça Foster tem em comum. São incapazes de notar o roubo na sala ao lado, das empresas que dirigem. Será que o Lula conseguiu implantar um curso "de não saber de nada" em todos os pelemos que dele dependem? 

sexta-feira, 6 de março de 2015

VEM PARA MIAMI VOCÊ TAMBÉM !


Vocês brasileiros não sabem o que estão perdendo. São apenas 8 horas do Rio de Janeiro e a Tam parcela! Mas vocês querem saber, por que não deveriam comprar passagem de volta?

Aqui juiz não fica com os bens do condenado, não tem trombadinha, arrastão só de peixes, ninguém sequestra no shopping, ônibus não pega fogo, politico quando rouba vai para a cadeia e filho de presidente não passa de limpador de bosta de elefante a um dos mais bem sucedidos investidores brasileiros durante o mandato do pai e autoridade não toma porre em audiências oficiais. 

Mas a coisa não fica apenas por ai, aqui não tem inflação galopante, caixa eletrônica não explode, bandido não comanda o crime organizado da cadeia, não tem urna eletrônica fabricada na Venezuela e controlada pelo governo na apuração dos votos, ninguém pinta a cara do Chavez no muro, a maior empresa do país não é sucateira, politico não ganha mesada do governo nem tem forum especial e o exercito é formado por militares, não por gente sem terra. 

E existem coisas inimagináveis para nós brasileiros, os viadutos se mantém em pé, a chuva não faz os morros caírem, não falta água, a luz não é cara, a gasolina custa 1,4 reais o litro, os buracos das ruas não duram mais de dois dias, não se compra refinaria de petróleo falida, caminhoneiro não interdita estrada federal, o Big Brother tem gente de classe, o presidente tem cinco dedos em cada mão, poste não pode ser eleito e vaca não tosse.

E culminando para provar que isto aqui é um paraíso, imaginem que não tem o Lula, a Dilma, o Dirceu, o Genoino, o Delubio, o Jean Wyllys e o melhor de tudo, VOCÊ NÃO É OBRIGADO A VOTAR!

Acredite é bom para burro !

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

A CULPA É DO FERNANDO HENRIQUE CARDOSO

O Brasil continua me surpreendendo a cada minuto. A novidade de agora é dona Dilma, dando força as investigações da Policia Federal. como ela estivesse preocupada com o resultado das mesmas. Preocupada ela esta, pois, logo, logo o seu nome e de alguns de seus superiores vão vir a tona. É apenas uma questão de tempo. mas se a coisa parasse por ai, dava até para se entender. O problema, é que como sempre, ela quer se justificar e quando abre a boca, o que sai de dentro geralmente fede. Tentar colocar a culpa no FHC, por não ter levado a efeito uma investigação desta e isto fazer a Petrobras chegar onde chegou - mesmo durante um período que ela, Dona Dilma, era presidente do conselho da empresa - é piada sem graça.

está certo que desde o seu nascedouro que em nossa Republica, quando uma investigação era tentada levar adiante, imediatamente o que vinha em minha cabeça, e na cabeça de meus pais, avôs, bisavôs e tataravôs, era que não ía dar em nada. Hoje se diz que vai virar pizza. Antigamente deviam usar outra expressão.

Tudo de mal que a péssima administração do PT fez e hoje colhe, passou a ser culpa do FHC. Melhor que não tenham culpado o Getúlio, que inventou a Petrobrás, e por isto deveria ser culpabilidade, por esta empresa chegar ao ridículo que se encontra. Investiga-se a possibilidade da queda do III Reich, das torres gêmeas de Manhattan, do império Inca, terem igualmente sido culpa do FHC. Só não é sua culpa ter entregado seu governo a um torneiro mecânico aposentado por invalidez, uma economia sólida e em ascensão. Dona Dilma, como bom poste que parece ser, nunca tem culpa de nada. Continua sendo, encosto de bêbado e mictório de caninos...

A razão das investigações pela primeira vez eparecendo ir ao âmago da situação, é que o rombo que o PT e sua base aliada, deram, nunca antes foi sequer pensado, na história deste pais. O problema é que o brasil, ao contrário dos Estados Unidos, político tem fórum diferenciado e ai a coisa cai na mão do STF, que hoje é todo de gente colocada a dedo pelo PT.

E a turma do PT, condenada pelo escândalo do mensalão, já está quase toda em casa. Isto não é mais uma pizza. É uma feijoada...

domingo, 22 de fevereiro de 2015

CRONICAS SOBRE O MEU RIO DE JANEIRO - O PASSADO

Falo muito em passado e, por incrível que pareça, não sou um saudosista. Por enumeras razões, adoraria ter hoje 25 anos, sabendo o que sei. Aliás, sempre me vi como uma pessoa para frente. Outrossim, resigno-me com a grande realidade: o passado sempre tem razão. E sabem por que? Porque ele não muda.
Porém, embora ele sempre tenha razão, os que o viveram, - principalmente aqueles de décadas distintas - o veem de forma diferenciada. São diferentes interpretações. Minha avó Adelina, dizia que nunca houveram tempos no Rio de Janeiro, como os do inicio do século, quando o prefeito Pereira Passos em 1902, resolveu construir uma Paris a beira mar. Meu pai, pensava de forma distinta. Para ele os anos dourados do Rio de Janeiro foram os de sua juventude, com Copacabana se transformando na Princesinha do Mar. e os Casinos repletos de gente. A inauguração do Copacabana Palace em 1923, foi talvez para ele, o auge e o apogeu daquele bairro, antes só habitado por pessoas com problemas pulmonares. Para mim, o Rio de Janeiro foi o Rio de Janeiro, do final da década de 60 ao inicio da década de 80, onde o cachorro quente do Genial comido na madrugada em frente ao mar, só poderia ser comparado ao sandwich de pernil com abacaxi do Cervantes. deglutido ao amanhecer. Que melhor do que a sopa de cebola do Beco da Fome, era somente a canja que o Sergio Mendes dava lá de madrugada, à espera da primeira barca que o levaria de volta a sua Niterói. De um Arpoador povoado pela Duda Cavalcanti e Odete Lara, a um Veloso cravejado de Tom, Vinicius e Cia. De um Maracanã que comportava mais de 150.000 pessoas e um hipódromo da Gávea, que em dia de Grande Prêmio Brasil, recebia mais de 40.000. Onde o Antonio's recebia de Nelson Rodrigues, que para lá chegar tinha que se utilizar de bondes. Foram os meus anos dourados
Nostalgia é atraso, pois, outra grande verdade, é que o passado nunca volta. No máximo, repete-se. Hoje, o morador do Rio de Janeiro está sujeito a balas perdidas. No tempo de Estácio de Sá - o desbravador, não o bairro - o problema eram flechas perdidas. Tanto assim que ele morreu vitima de uma delas.

sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

COMO DESVENDAR O ENIGMA DO ENIGMA?

Se para muitos, o natal funciona como um renascimento, para mim, o primeiro dia do ano, é uma espécie de renovação. Ano novo, vida nova, era o lema de vó Adelina. E este ano, seu inicio teve um grande significado para mim.

Sou réu confesso. Fatos históricos mexem comigo. Não só por absorver minha total atenção, como também por canalizar uma fonte interna, de energia superior, que invariavelmente me faz ficar absorto em relação a eles, pois, como sempre aqui digo, a única coisa que você não pode mudar no mundo é o passado. E dentro dos fatos históricos que mais me chamaram a atenção, certamente a Segunda Guerra mundial, é um deles. Tenho inclusive, um longo ensaio de três livros, sobre as duas guerras e uma possível ligação entre elas e a queda das torres gêmeas em Manhattan. Um espécie de ficção histórica. Que um dia espero publicar em forma de uma trilogia.

Mas o que tem a ver esta mudança de 2014-2015 e o poder que ele exerce sobre mim em relação a renovação, e meu total respeito para com os fatos históricos, principalmente os concernentes aos acontecidos durante o transcurso da Segunda Guerra Mundial? E a resposta é apenas uma: Alan Turing e a quebra do código do Enigma, aquela máquina alemã de comunicações, que todos pensavam ter um código impossível de ser decifrado.

Se Albert Einstein, Winston Churchill e Federico Tesio são os meus ídolos, e os grandes exemplos a serem seguidos, por suas respectivas linhas de raciocínio, certamente o gênio matemático Alan Turing, tem lugar cativo naquela casta lista de meus heróis, pelo o que seus cérebros produziram a favor de uma humanidade melhor. Igualmente cientista e "criptólogo", Alan era gay e como tal, mesmo transformando-se talvez no maior herói - clandestino - depois de sir Winston Spencer Churchill, sofreu as consequência de leis britânicas que puniam, na época, o homossexualismo. Em 1952 foi condenado e em 1954 morreu aos 41 anos de idade - para uns um suicídio, para outros vitima dos tratamentos obrigatórios, feitos a base de hormônios   Sendo apenas reconhecido em 2009 por um pedido de desculpa oficiais de primeiro Ministro Gordon Brown e quatro anos depois por um reconhecimento publico da Raínha Elizabeth II, sua verdadeira história se tornou conhecida. E justamente no primeiro dia deste ano, lançaram a nível mundial, o filme Imitation Game, contando a fantástica história deste professor inglês e como ele conseguiu quebrar o código mais bem guardado pelos nazistas. 

Independentemente de ser um filme que deverá levar Oscars, Imitation Game, trás para mim, a revelação de como as mentes funcionam, dos segredos que foram mantidos da Segunda Guerra Mundial, que foram encobertos pelos britânicos a sete chaves, por mais de 50 anos, a injustiça para com um homem que aliviou a existência de uma guerra de ceifou milhões de vidas e ceifaria mais, se Turing e sua máquina, Christopher, não tivesse o ajudado a descobrir um sistema de comunicação, elaborada por outras mentes privilegiadas. Se os norte-americanos ou a real marinha britânica conseguiram roubar a máquina - existem controvérsias de todos os lados - e a equipe de Turing monitorada pelo MI-6, desvendaram seu mistério nas premissas de Bletchley Park, o que para mim realmente simboliza toda esta conquista, foi a linha de raciocínio de Alan Turing e do serviço secreto britânico. Descobriram e nunca deixaram uma pista que levassem os nazistas a suspeitar que o haviam feito. E assim direcionaram a guerra para o caminho que mais os interessavam e para tal tiveram que pagar em suas consciências o terrível peso de decidir, quem iria sobreviver ou não aos ataque alemães.

Bletchley Park, que funcionou clandestinamente durante a Segunda guerra Mundial, fica a 80 quilômetros de Londres, e lá estive em mais de uma oportunidade. A máquina, Enigma, desenvolvida pelos nazistas, entre a Primeira e segunda Guerra Mundiais, tinha a forma de uma máquina de escrever, mas suas letra, ou a combinação de algumas delas, via um punhado de motores elétricos e mecânicos, criavam uma forma de código, muito mais complexo do que a simples substituição de uma letra em relação as outras. Em fato criavam bilhões de probabilidades de possíveis combinações, que apenas Turing, sua equipe e a máquina que inventou, Christopher, puderam um dia quebrar. E Christopher foi o inicio de uma nova era, que um dia seria rotulada como a dos computadores.

A genética é o Enigma, cujo código nunca será quebrado. Ela, década após década é entendida, pelas mentes mais desenvolvidas, e sendo melhor reconhecidos  consequentemente melhor aproveitada. O código genético e a equação que ele trás para cada um de nós, é a essência da vida.  Houve uma época que paternidades eram decifradas por tipos sanguíneos. Não era uma decisão precisa. Apenas aproximada do que poderia ser a verdade. Hoje é, via o exame de DNA.

quinta-feira, 28 de agosto de 2014

NUNCA NA HISTÓRIA DESTE PAIS, HOUVE UM DESGOVERNO IGUAL?

Os PTs estão babando vermelho, com a entrevista de sua candidata, levada a efeito pelos apresentadores do jornal Nacional. Afirmam, que somente o Bonner interrompeu a aquela que ali estava, "teoricamente" para prestar contas, 21 vezes. Não acreditam eles, na democracia tão decantada pelas duas últimas presidências, como se fossem eles os inventores da mesma?

Alias uma das características da gestão petista é achar que inventaram tudo, a democracia, as bolsas de ajuda a aqueles que necessitam, e já estou vendo que daqui a pouco, virão com uma tentativa de serem pais do plano Real. Plano este, que salvou o Brasil da inevitável falência para onde caminhava e que diga-se de passagem, foi altamente criticado pelo pelo presidente Lula, quando ainda fora do poder. Quando na verdade o que a gente sabe, é que o a grande criação do PT, foi o Mensalão. Algo que nunca na história deste pais, houve um desgoverno igual ...

Evidentemente que a turma do PT não quer a democracia. Nunca quiseram nem nunca a exerceram. Nem a respeitam. Arriscaria a dizer que têm nojo! O Bonner teve a mesma atitude em relação ao Aécio, a diferença é que não precisou interromper, pois, o mineiro é educado, nada tem de prepotente e ainda mais não tinha medo das perguntas, pois, tinha como responde-las. Ouvia e respondia. O mesmo não pode ser dito de dona Dilma, que usou de todos os artifícios, advérbios, pronomes, adjetivos e substantivos possíveis e imaginários, dava longos espaços entre palavras, fingia raciocinar, para evitar que mais perguntas fossem feitas, nem se preocupando em responder, ao menos, o que lhe era perguntado. Parecia seu mais novo aliado o Maluf. Mas com toda a isenção que sua posição merece, dona Dilma, não tem o cérebro e muito menos o traquejo político do Maluf. E assim agiu como um boxeador que sabe que vai dar. a qualquer momento, com o nariz na lona e logo só tem uma alternativa: sonhar ardentemente pelo gongo, se abraçando ao adversário, para minimizar o estrago que era iminente.

Do jeito que a democracia está se figurando na gestão petista, não me surpreenderei com um decreto onde sejam proibidas a menção das palavras, Corrupção. Porto Muriel, Petrobras, Mensalão, Médicos 

sábado, 23 de agosto de 2014

EXISTE UM SABER QUE ANTECEDE O RACIOCINIO

É DESTA FORMA QUE PENSO.

A formação de um atleta em países de terceiro mundo, começa ainda na infância, seja ele humano ou equino. No caso dos humanos, nos campos de pelada, nas quadras de volley de praia, nas ondas do oceano e assim por diante. Se colocarmos aros de cestas, na porta de nossas garagens, como os norte-americanos fazem, seríamos melhores em basquetebol, também. Ante, quero deixar claro minha opinião: aquele que vai ser um atleta, tem que adquirir primeiro, intimidade com o instrumento de seu esporte. Seja ela a bola, a prancha e assim por diante. Primeiro você tem que se tornar um artista, induzido pelo amor que você tenha pela atividade e depois formar-se tecnicamente como atleta.

Hoje deixamos de ser no futebol o que éramos, pois desapareceram os campos de várzea e extinguiu-se o futebol de praia. Outros países como a Alemanha, a Holanda chegam onde chegam pela perseverança e organização. Mas para mim, que me desculpem os tecnocratas, a padronização inibe a criatividade. Ela funciona, no sistema de eliminação, no atletismo, na natação e outros que exijam velocidade e precisão, e não criatividade e habilidades naturais. Por isto o bloco da união soviética destacou-se tanto até a queda do muro de Berlim.

Não podemos copiar o modelo alemão, primeiro por que não temos estrutura, respaldo financeiro e organização para tal. Segundo que teríamos que abolir com os empresários, que já escravizam meninos, quando eles tem 10 anos de idade e isto seria como mexer numa casa de marimbondos. Vejam que hoje, até para escolher e comandar o técnico de uma seleção, prefere-se um ex-agente de jogadores.  E terceiro, talvez o mais importante em se tratando de nós, que seria a inversão na nossa formação como atletas. Imaginem, se tentar explicar ao Garrincha ou mesmo ao Pelé e ao Maradona, quando eles tinham 10 anos, táticas e posicionamento em campo?

Na Alemanha, antes de possuir habilidade e criatividade, os meninos tem suas cabeças cheias de um aprendizado de técnicas, táticas e regras, que o inibem em sua condição básica, a de improvisar. São autômatos, isto é atletas que cumprem a risca uma demanda necessária para vencer. O compromisso com o espetáculo ou a alegria de fazer parte do mesmo, simplesmente inexistem. Eles chegam lá e levam mais de dez anos para isto, porém, ao primeiro drible desconcertaste de um Messi, a casa desaba. Que me desculpem aqueles que assim não pensam mas o eficiente futebol apresentado pela Alemanha nesta última Copa, foi acima de tudo altamente previsível. A Argentina, com um time defensivo e sem imaginação alguma, diria até que um dos piores times que veio a ser formado, poderia ter sido campeã, se o Messi e o Palácios, não perdem as inacreditáveis bolas que perderam, frente a frente com o goleiro. E se isto tivesse acontecido? Do que estaríamos falando agora?

E então por que os 7 a 1? Mais por nossa incapacidade não apenas pela alta eficiência do futebol alemão. O que o Sabella viu, o Felipão foi sequer capaz de sacar.

Desculpem aqueles que assim não o pensam, mas o craque é aquele que improvisa. Que faz aquilo que ninguém espera. Que na hora H, cria o inesperado. Nem que seja um gol com a mão de Deus. Hoje não tenho mais dúvidas que vó Adelina estava certa: a ocasião faz o ladrão. O PT que o diga. Nossas necessidades mais básicas, fazem que qualquer guri de zonas pobres, trate a bola como um prato de comida. A necessidade faz o jogador, diria eu. Atualmente tenho plena convicção que se o Brasil tivesse o desenvolvimento dos Estados Unidos em termos sócias, e a grande maioria tivesse acesso ao tênis e as pranchas de surf, nosso futebol seria, como o deles, paupérrimo. As ótimas chances de trabalho, afastariam aqueles com aptidões futebolísticas do profissionalismo. Sócrates e Tostão, seriam exceções, ainda mais acentuadas. Teríamos perdido o encanto? A alegria das pernas? O senso de improvisação? 

sábado, 16 de agosto de 2014

A CAVERNA DO SARAMAGO

Não sei se vocês tiveram a oportunidade de ler A Caverna do Saramago. Se não tiveram, não perderam grande coisa, pois, aqui entre nós é um livro bem chato. Mas hoje penso que é bastante atual. Nesta sua obra, ele afirma que há 2,300 anos atrás, os seres da época viviam de costas para o mundo, apenas imaginando-o a partir das sombras projetadas nas pedras. E que nós, em pleno século XX, estamos o fazendo da mesma forma.

Sei que o Brasil é um pais fora dos parâmetros normais. Do tipo ame-o ou deixe-o. Eu particularmente preferi deixar... Trata-se de um pais onde prostituta goza, gigolô tem fundo de garantia, se troca cesta básica por voto e técnico de futebol quando mandado embora pede ressarcimento de horas extras. Pois é, a cada noticia que tomo conhecimento, seja dos três poderes, seja da policia, ou de quem quer que seja, me sinto como um habitante das cavernas, procuro pelo meu tacape e passo a só querer ver o mundo nas sombras projetadas na pedras de minha caverna. Serei apenas eu?

Somos capazes de levar de sete da Alemanha, em pleno Maracanã, e uma semana depois, a solução encontrada para o renascimento de nosso futebol, é trazer de volta ao Dunga, que havia sido execrado quatro anos antes, por razões mais do que justas. Morrem mais gente por dia no Brasil, que na guerra da faixa de Gaza. Motociclista em Goiania, assume posição de serial killer, e a policia leva dois anos, para unir os 19 crimes.

Em nossa Cabralia, está virando moda matar - seja o porteiro, o vizinho, o marido ou mesmo os pais, -  esquarteja-los a seguir e coloca-los em uma mala. Jogar enteado pela janela, ou enterra-lo vivo, nem se diga. E nem mesmo chegar a uma final de Copa do Mundo, mostram-nos mais capazes...

Na política exacerbamos. Temos um presidente do congresso condenado como mensageiro e um do senado, que sustenta amigas com dinheiro publico, mesmo sendo o maior criador de bovinos no âmbito virtual, mas mesmo assim é ainda capaz de manter o seu mandato.

Vocês já se deram a pachorra de contar quantas denuncias e prisões foram feitas por nossa policia federal de gente graúda. Crime de colarinho branco, no Brasil, virou coisa banal. Cada dia aparece um e só se fala agora em milhões. O ex-presidente Collor hoje, seria considerado batedor de carteira, por aqueles que exigiram sua exoneração. Porém, os brasileiros ficam mais contentes de dar risadas dos nomes dados as operações da PF. E quando o novo crime de colarinho branco se torna publico, o da semana anterior é esquecido e o de duas semanas, deletado de vez. No Brasil, só há interesse em crime fresquinho...

Pouca coisa funciona em nosso pais. Nada é padrão FIFA. No referente ao cumprimento do horário, apenas a natureza. O sol é pontual em sua entrada e em sua saída. Tirando ele, aqueles que vivem sob o seu calor, em terras brasileiras, nem tanto. Vejam os cronogramas das obras para a Copa do Mundo. Tudo atrasou. Chegamos a Copa, com a maioria das obras inacabadas. Demos um jeitinho e pouca gente notou. E quando a Fifa cobrou algo, a turma gritou, dizendo que aqui não é a casa da sogra onde estrangeiro vem dar pitaco. Se a casa não é da sogra, é de quem? Da dona Dilma? Eu prefiro a sogra. E agora em dois anos, temos que enfrentar uma Olimpiada, que é um evento muito mais complicado do que uma Copa do mundo.

Não temos quartos de hotéis suficiente no Rio de Janeiro para segurar a barra de uma Rio+20. Como será com uma Olimpiada? Vamos alojar turistas no morro do Alemão? Se lá forem, de lá não sairão nunca mais, e não por terem se apaixonado pela região... E se algum velejados tiver o infortúnio de cair nas poluídas águas da baia de Guanabara? Pega Ebola?

A turma condenada no mensalão, hoje trabalha fora da prisão e goza ainda de ter casa, comida e roupa lavada, paga por nós contribuintes. Viraram manteúdos! E o pior. o ex-presidente Lula, afirma que nunca soube do tal no mensalão e que na verdade ele não existiu. Tudo intriga da oposição. E afirma isto em entrevista, em um dos raros momentos de não estar sob o efeito de bebida. A companheira Dilma, por sua vez, assinou a compra da Usina Californiana, que deu um baita prejuízo aos cofres públicos e como na época, presidente do concelho da Petrobrás, teve a cara de pau de dizer que assinou sem ler.

Financiamos obras gigantescas para os cubanos, que agora as vão vender para os russos. E enquanto o mundo aperta o cinto da Russia para punir seus desmandos, o Brasil do PT, é o primeiro pais a oferecer produtos, que estão sendo boicotados por nações sérias. E isto por que a Russia é vista como a mentora por trás daqueles que derrubaram o jato comercial da Malaysia Airlines.

O Brasil sempre foi uma bagunça organizada. As coisas acontecem sem que explicações possam ser dadas. Depois de ler Saramago tenho plena convicção que 39% dos brasileiros - aqueles que dizem que vão votar no primeiro turno pela reeleição de Dona Dilma - são seres que vivem de costas para o mundo, apenas imaginando que as dividas que contraíram um dia serão perdoadas. como as sombras projetadas nas pedras. Meu caro Saramago  não são apenas as pessoas do século XX que estão fazendo o mesmo. As do século XXI no Brasil, também.

sábado, 9 de agosto de 2014

REGRESSÃO

Pode parecer saudosismo, mas em meu tempo de calças curtas e adolescência, o futebol, era bem mais divertido, muito mais mais criativo e eu diria que havia paixões de ambos os lados: tanto na na arquibancada quanto no campo. Tínhamos um espetáculo alegre e permeado de muita emoção. Hoje somos obrigados a assistir a um desenvolvimento de pseudo táticas preenchimentos de espaço que acabam se transformando, dependendo da qualidade dos jogadores, quase sempre em cruentas batalhas campais. Dentro e fora das quatro linhas. Ademais, havia maior amor a camisa. Um jogador iniciava e terminava sua jornada profissional em um mesmo clube. Você reconhecia no Zico, o Flamengo. No Roberto Dinamite, o Vasco. No Garrincha uma estrela solitária e num Castilho o pó de arroz. Pelé, era Santos e o Ademir da guia, Palmeiras. Hoje com qual clube você reconheceria por exemplo o Sheikh? Vejo hoje jogadores beijarem os escudos de seus times com trejeitos melodramáticos, e em alguns casos, pateticamente se recusarem a comemorar um gol feito no ex-clube. Outrossim, no final da temporada, mudam para outros clubes, voltam a beijar seus novos escudos e a se recusar a comemorar outros gols em seus ex-times. Tudo marketing. É ou estou ficando velho ou deve ser saudosismo mesmo...

Hoje, a preocupação daquele que se considera um grande craque, não é mais com o drible,o gol de placa ou simplesmente a molecagem e sim com o corte do cabelo, o chapéu a usar na coletiva da imprensa e uma forma de promover a marca da cueca que usa. Diferenciado hoje, não é mais pelo que se faz em campo, mas sim pela tonalidade dada ao couro cabeludo, ou ao tamanho do brinco usado. Vejo com temor que um dia os jogadores poderão trazer para dentro de campo seus exagerados carros e seus pesados relógios.

Chegamos a ser os melhores do futebol, pela molecagem e a "imprevisivilidade" de nossa atuação, apenas dentro do campo. Atualmente, ela se dá apenas fora dos estádios.  Hoje o futebol é tremendamente previsível. Até a Alemanha que acabamos ver sagrar-se campeã, apresentou um futebol previsível. Altamente producente, letal e eficaz, mas previsível, quase burocrático. Nada que pudesse a se comparar a nossa seleção de 70.

Vó Adelina sempre me lembrou que o exemplo sempre vinha de cima: dos pais, dos professores, dos dirigentes. Está certo que a sociedade brasileira vive um momento anárquico, onde ninguém mais tem noção de quando termina a sua liberdade e se inicia do outro. Nossos protestos são invariavelmente seguidos de depredações. Os discursos politicos estão cada vez mais vazios e destituídos de um mínimo de verdade. Os dirigentes de nossos clubes, federações e confederações, aparentam ter o mesmo perfil dos mensageiros. E qualquer guri capaz de dar mais de três dribles, imediatamente é exportado para um clube da Europa. Ninguém mais se preocupa em sequer forma-lo. Querem apenas contabiliza-lo. Mas daí, na hora que se leva de sete no Maracana, culpa-se o apagão, clama-se por imediatas mudanças, e com o passar dos dias,  o que acontece? A CBF trás de volta o Dunga, o Flamengo, o Luxemburgo, o Grêmio, o Felipão e a turma do mensalão volta a ter os mesmos privilégios. Durma-se com um barulho destes...

Hoje nossas arenas futebolísticas cobram preço de Broadway e apresentam espetáculos de vaudeville. Existem mais mortes e mutilações dentro e nas cercanias dos estádios, que propriamente nos logradouros públicos. Clubes não pagam seus impostos, não cumprem em dia com as obrigações de seus assalariados e mesmo assim não param de adquirir jogadores em final de carreira a preços de ouro. E quando algo se sucede - como a debandada dos torcedores dos grandes clássicos - estes mesmos clubes apelam para o pseudo profissionalismo e montam esquemas de angariar sócios torcedores e assim retirar, ainda mais dinheiro do bolso daqueles que só cometeram um erro em suas vidas: apaixonaram-se por seus clubes.

Criticas são sempre bem vindas, quando feitas de forma construtiva. Eu mesmo sou portador de enumeras. Todavia, quando se reconhece o problema e não se tem uma solução para a sua causa, o melhor é deixar na mão daqueles que tem mais experiência no assunto e torcer para que estes possam assumir os posicionamentos corretos. Cabe a nós votar em gente que possa realmente solucionar nossos problemas e lutar por nossas causas. Seja para sua agremiação futebolística ou principalmente para o governo que nos administra.

O futebol, não pode se dissociar da sociedade em que vivemos. E os exemplos vindos de cima, fazem os clubes, copiarem os maus exemplos e se valerem dos mesmos expedientes para driblar suas verdadeiras obrigações. Somos ainda o pais que gosta de levar vantagem em tudo. Uma nação que necessita de um "paizão", seja ele o Getulio, um "cumpanheiro" ou o Felipão. Uma sociedade que troca seu voto pelas migalhas dadas pelo governo. Que depende de um governo que baixa as taxas dos fabricantes de carro, esquecendo-se que não há fluxo financeiro na população, para esvaziar os patios das montadoras.  Que culpa a natureza pela falta de um planejamento energético. Que ainda idolatra a Xuxa e ri dos nomes dados as operações da policia federal no combate as mazelas diárias de nossos politicos e agregados aos mesmos. E o que tudo isto gera? De uma hora para outra, perdemos aquilo que melhor fazíamos: jogar futebol.

Não se enganem, regredimos em todos os sentidos. No futebol também. Não tenham dúvidas disto. Não é saudosismo nem muito menos caduquice. Afinal se o simples fato de querer comparar o Maradona ao Pelé, já é uma impropriedade, o que dizer  então de fazê-lo em relação ao Neymar? Teria apenas uma resposta: regressão.

segunda-feira, 10 de março de 2014

E OS ESTADOS UNIDOS NÃO ACABOU

Lula comemorou a crise americana subestimando o poder de reação de sua economia. Ocorre que os prognósticos do pajé Lula não se concretizaram e a economia americana já se recuperou, enquanto estudos divulgados recentemente colocam o Brasil entre as economias vulneráveis.
Lula, os EUA não quebraram. Um país de cultura mais desenvolvida que a nossa e de povo empreendedor pode cometer erros, mas, muito diferente do Brasil, tem “handicap” de possuir um capital intelectual técnico invejável em todas as áreas, o que não existe aqui, capaz recolocar os EUA na vanguarda das nações.
Transcrevo abaixo interessante artigo do economista Maílson da Nóbrega “EUA, o declínio que não houve”, publicado na revista Veja, para reflexão.

“A quebra do banco Lehman Brothers (2008) e suas consequências – a deflagração da maior crise financeira global desde os anos 1930 e uma severa recessão nos países ricos – animaram analistas de esquerda a vaticinar o declínio americano.
Distintas correntes de opinião apontaram a China como a potência do século XXI. A profecia declinista não se confirmou. A economia americana já se recuperou e deve crescer em torno de 3% neste ano, nível similar ao desempenho pré-crise. O PIB chinês pode ser o maior do mundo até 2020, mas os Estados Unidos tendem a continuar como líderes do planeta, principalmente por manterem a posição de maior potência tecnológica e bélica.
Lula comprou a tese declinista e foi mais longe. Em 2010, ao visitar o campo de petróleo Tupi, na Bacia de Santos, afirmou que o século XXI seria “o século do Brasil e da América Latina”. Já fora do governo, comemorou a crise americana. “Foi gostoso passar a Presidência da República e terminar o mandato vendo os Estados Unidos em crise”. E jactou-se de supostos feitos ao afirmar que a solução para o problema econômico do Brasil não foi dada por “nenhum doutor, nenhum americano e nenhum inglês, mas por um torneiro mecânico pernambucano”.
A tese declinista subestimou a capacidade de reação dos Estados Unidos, que deriva de suas inúmeras vantagens: solidez das instituições, cultura capitalista, qualidade da educação e inigualável propensão a inovar. Oito das dez melhores universidades do mundo são americanas, segundo a Times Higher Education. Vinte e sete das trinta universidades cujas pesquisas são as mais citadas em artigos acadêmicos são americanas, diz a Universidade Netherland Leiden. Os Estados Unidos contabilizam um terço dos gastos mundiais em pesquisa e desenvolvimento, conforme a Rand Corporation. Em parte por causa disso tudo, o trabalhador americano é muitas vezes mais produtivo do que o chinês, o brasileiro e mesmo o de países ricos.
Um novo e inédito fenômeno está em curso nos EUA. Assiste-se a uma reindustrialização, provocada pelo reshoring, o oposto de offshoring, que é a migração de indústrias, particularmente para a China. Estudo especial da The Economist (19/1/2013) mostrou que 48% das maiores empresas americanas com vendas anuais acima de 10 bilhões de dólares repatriam fábricas. A principal razão é o aumento dos custos trabalhistas na China.
Os avanços dos EUA espalham benefícios por todos os cantos do planeta. A população mundial se comunica por meio de tecnologia do Vale do Silício. A internet foi criada nos EUA. As empresas líderes de tecnologia de informação e comunicação – Apple, Microsoft, Google, Facebook e Twitter – são americanas.
Os EUA protagonizam uma nova revolução energética por meio da tecnologia de extração de gás e petróleo de xisto. Segundo a Agência Internacional de Energia, em 2020 o país se tornará o maior produtor mundial de petróleo, superando a Arábia Saudita. Essa revolução teve muito a ver com o ambiente de regras pró-mercado e de instituições que preservam direitos de propriedade e respeito aos contratos, incluindo leis de patentes. O dono do solo é também do subsolo. Foi isso que levou o empreendedor George Mitchell (1919-2013) a investir 10 milhões de dólares do próprio bolso para desenvolver a tecnologia de perfuração horizontal, que libera o olé e o gás contido nas rochas. Mitchell morreu bilionário e sua inovação se dissemina mundo afora, ampliando o potencial energético de vários países. O Brasil será um deles.
Aqui, os governos do PT, movidos por visão estatista e desconfiança em relação ao setor privado, promovem retrocessos na área energética. No governo Lula, substituiu-se o bem-sucedido regime de concessão pelo de partilha na exploração do petróleo, atribuindo ao Estado a responsabilidade maior nessa área. No governo Dilma, aumentou-se a intervenção estatal na energia elétrica (medida provisória 579) e empresas estais foram postas a serviço de políticas populistas e de controle de inflação.

Por essas e outras, está longe o dia (se houver algum) em que nosso país será potência mundial dominante. Já os Estados Unidos crescem agora mais do que nós. O vaticínio de seu declínio fracassou redondamente”.

*Júlio César Cardoso é bacharel em Direito e servidor federal aposentado e mora em Balneário Camboriú – SC – juliocmcardoso@hotmail.com

segunda-feira, 3 de março de 2014

O DESAPEGO A LEI

Outro dia, aqui em Miami me perguntaram, qual era na realidade o regime político em que o Brasil vivia na atualidade? E eu respondi: o desapego a lei

Existe uma diferença abissal entre vontade reformista e ideal revolucionário, com desapego a lei. Os primeiros lutam por um ideal coletivo. Tentam uma mudança. Anseiam por uma sociedade mais equitativa e justa. O que o PT prega é justamente o último.  Lutam por um ideal próprio e anseiam por uma sociedade em que todos comam, durmam e votem naqueles que lhes garantem as bolsas esmolas. 

Seria isto socialismo? De maneira alguma. Comunismo? Menos ainda. Democracia? Nem pensar. O que muitos dos seguidores do ex-presidente Lula, ainda não sacaram é que o muro de Berlin caiu, que a União Soviétiva desapareceu e até a China tem hoje um economia capitalista. Estes dinossauros, que comandam o partido dos trabalhadores, ainda cultuam e se aliam a países socialmente pré-históricos, como Cuba, Coreia do Norte, Venezuela, Bolivia e Irã, verdadeiros anacronismos que simbolizam políticas fracassadas e de manutenção do poder pela corrupção ou com uso da força. Este grupelhos majoritários em um partido formado por espertalhões - hoje financeiramente muito bem sucedidos - não ofertam a aqueles a quem governam, nenhuma perspectiva de futuro. A não ser endividamento por intermédio de crédito.

E infelizmente grande parcela de nosso população aceita com resignação e vive embargados no fatalismo, como se o que acontece no Brasil, fosse inevitável como os fenômenos naturais , tais como terremotos, tsunamis, enchentes, ou mesmo, os pouco convincentes discursos de dona Dilma, que internacionalmente já não possuem respeitabilidade alguma.

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

ONDE ESTÁ A BUNDUDA DO SINDICATO

A coisa que mais me trás receio no Brasil, é a falta de noticias, depois que o escândalo, fica ultrapassado e as manchetes se preocupam com outros. E no Brasil, na era PT, o que não falta são escândalos.

O que aconteceu com a senhora Rosemary Noronha, reconhecida nas ordas do PT, como a "bunduda do sindicato"? Como bunda no Brasil - ao contrário de celebro - é artigo de alta relevância, imediatamente a funcionária do Sindicato de Bancários de São Paulo, teve a atenção captada de José Dirceu, que a contratou como secretária do partido. Mas perdeu o uso exclusivo para o chefe, o ex-presidente Lula. Este, talvez impressionado pela qualidade de trabalho da mesma, ou pela fama que corria pelos corredores do partido que o elegeu, a nomeou, tão logo assumiu a presidência, chefe do gabinete de seu escritório em São Paulo.  Um cargo de extrema importância e de demasiada confiança. Assim poderia possivelmente "despachar" com mais privacidade.

Rosemary Noronha, era de tanta confiança na presidência da república, que passou a ser companheira constante em todas as viagens internacionais do ex-presidente Lula, quando este não levava sua mulher, dona Marisa Leticia.

Lembro-me como se fosse hoje. Foi numa segunda feira de 
Novembro, quando a casa da "bunduda do sindicato", caiu. A Policia federal havia iniciado uma ação contra a mesma. Invadiu sua residência e vasculhou tudo. Muito ti-ti-ti na imprensa, mas o tempo passou, e esqueceram-se de Rose.

Com seu descobridor na prisão, seu mentor escondido e mudo em sua casa, era de se esperar que ela - a detentora de afamada região glútea, estivesse a descoberto, a mercê das criticas e dos ataques. Mas, ao que parece, não está. Evaporou da mídia. Outros daqueles grandes mistérios que só acontecem no Brasil.

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

EM DAVOS, TODOS SE PERGUNTAM: QUE PAIS É ESTE?


Quando você é brasileiro, mas tem a oportunidade de viver fora do Brasil, você só então acaba experimentando outras culturas, passa a ter a nítida noção, que o Brasil é governado por gente, que não quer que ele dê certo.

Em nossa história, fomos uma colônia de Portugal, transformada em uma monarquia, passada de pai para filho, até nos ver transformados em independentes, apenas para os inglêses verem. Vivemos uma republica café com leite, e fomos assolados por duas fortes e longas ditaduras. Mas um dia, depois de 21 anos de penúria, impetrados por uma redentora, pareciamos ter finalmente alcançado o estágio politico de pais de primeiro mundo. Ledo engano.

Com o restabelecimento do estado de direito, a abolição da lei de segurança nacional, a volta a liberdade de opinião, o ressurgimento dos partidos, um dia dispersos pelos militares, a política passou a ser  novamente o centro das intenções de um país que parecia ansiar por levantar-se. Outrossim, como acontece com a maioria dos países, que trocam uma ditadura, por um regime de direito constitucional, a politica aqui não foi vista com otimismo e muito menos veio a ser, ocupada, pelos mais eminentes intelectuais, cientistas, empresários, acadêmicos e outras correntes que poderiam transformar nosso Senado e nosso Congresso em duas casas capazes de não só raciocinar, como igualmente ter vontade própria e independência de ação.

Os interesses, se mantiveram pessoais e nunca chegaram a ser nacionais. Poucos foram os politicos que priorizaram o bem de uma nação. Preferiram garantir o bem próprio. Adotaram a lei do Gerson, a de levar vantagem em tudo. E hoje o Brasil, é um pais, dominado por um grupo de partidos, capitaneado pelo PT, que pssui o número record de ministérios, o maior cabideiro de empregos publicos, e que consequentemente o fizeram se transformar na segunda mais cara nação da América Latina, reconhecida apenas por ter os maiores indices de falta de segurança, saude, educação e que ainda acha que o circo, é o pão do povo. Uma Copa, é o publico se esquecerá de tudo.

Evidentemente que quem vota, é o culpado de colocar em mãos erradas os destinos de uma nação. Ainda mais que nunca na história deste pais, um voto, principalmente nas comunidades mais carentes, foi tão de cabresto, como o é agora. Bolsas e benesses, são doadas ao povo, para que ele não pense. Apenas coma, durma e vote.

E vamos, mais uma vez para Davos, representados por alguém que foi ali colocada, apenas para discursar e tentar fazer a comunidade mundial, acreditar que temos um desenvolvimento econômico saudável, que ainda somos um país viável e digno de receber investimentos externos, independentemente dos mensalões e diários escandalos que são escancarados, sem que uma resposta judicial que garanta evitá-los para o futuro, seja honestamente implantada. 


E eu ai pergunto, como o poeta incrédulo, que país é este?

terça-feira, 24 de dezembro de 2013

O VALOR DA MASTURBAÇÃO


Nunca fui afeito a qualquer tipo de comparação entre aqueles que considero grandiosidades. Sejam eles humanos ou equinos. Por isto me recuso a sequer imaginar quem poderia ser o mais importante escritor de meu tempo ou de qualquer tempo. Outrossim, ler para quem escreve como eu, é identificar-se mais com este ou aquele autor. Questão de afinidade. Indentificar-se não quer dizer igualar-se ou sequer comparar-se. É apenas um sinal de respeito, em relação a alguém a quem admira-se. 

Tenho especial interesse em tudo que o peruano Mario Vargas Llosa escreve. Considero-o um dos Premio Nobel mais merecidos de sua história, e outro dia li dele um artigo, que acho de interesse publico, intitulado: O desaparecimento do erotismo.

Versa sobre uma certa medida tomada pela Junta da Extremadura espanhola em 2009, onde em sua maneira pedagógica de ver a educação dos jovens, com idade igual ou superior a 14 anos, estabeleceu uma plano educacional de sexo, no qual uma das matérias básicas e certamente práticas, é a masturbação. E este programa estabelecido pelos socialistas, foi batizado de forma mais do que sugestiva com a sigla: O prazer está em suas mãos. Uma graça. vocês não acham? A justificativa para a adoção de tão exotérico programa foi a tentativa de prevenir a gravidez indesejada.

Sei que numa masturbação, você tem a vantagem de atingir estágios em sua vida, nunca antes sequer imagináveios como ter uma relação sexual com o King Kong, a Julia Roberts ou com o Brad Pitt, ou com os três ao mesmo tempo, independentemente de suas preferência sexuais, mas quem tem um pouco de esperiência neste setor, há de convir, que o ato sexual a dois é bem melhor que praticado individualmente, e principalmente nos casos onde houver além de desejo, amor. E existem até aqueles que preferem a três, a quatro ou em pequenas multidões. Mas isto é uma opinião meramente pessoal. Em cada cabeça certamente haverá uma sentença.

Como tudo novo, houve reações e numa tentativa de abolir com as fábricas de masturbações, o partido Popular entrou com uma ação judicial e à esta sua tentativa, deu outra sugestiva sigla: Mãos limpas. Como pode ser notado, o marketing foi levado até as suas últimas consequências. Esta ação fracassou de forma transcendental. Logo, aquilo que a gente descobria sozinho e era catigado com pragas do nível pecados mortais, pela igreja, passou a ser oficial, no pais que durante a história da humanidade foi o mais rigoroso em termos religiosos. E pelo jeito que as coisa rumam, pode haver uma outra Santa Inquisição, se os jovens estudantes na Espanha, recusarem-se a masturbar-se, não se deliciarem com a experiência ou simplesmente falharem, já que nem todos tem a imaginação suficiente de sonhos acima das expectativas. Penso no lado objetivo da investida.

Haveriam exames práticos? Estariam os professores obrigados a demonstrar, eles próprios, a seus alunos como iniciar e terminar o processo? Como seriam avaliadas as notas? Pelo volume da ejaculação? Pela extenção de tempo em consegui-la? Na forma de expressar o prazer? Teriam as mulheres que provar o estado real de seu êxtase, ou apenas suas palavras seriam aceitas? Haveriam reprovados, com direito a um segundo exame? Como seria este diploma? Valeria ele para algo, quando por exemplo você pedisse ou fosse pedida em casamento?

Como Llosa, não faço nenhum reparo moral a esta iniciativa. Não duvido que podem até haver boas intenções no programa, outrossim imaginar que isto inibirá o número de gravidezes indesejadas, aí eu acredito que já é apelar demais. Temo sim, que da mesma forma que em meu tempo o medo do que que os jesuitas do colégio em que estudei, bramiam, que a masturbação, levaria a criança ao desvairo mental, a impotênsia repentina e até a possibilidade da perda do membro, hoje este excesso de liberdade, faça uma nova geração imaginar que o ato sexual, seja algo apenas mecânico. Sem amor, ou carinho, como no caso dos bovinos, equinos e demais irracionais.

Uma coisa é inibir com os precoceitos. Outra coisa é vulgarizar o ato. Acho que o que a Junta de Extremadura fez, tende mais a seguir a segunda vereda, que a primeira. Mas volto a repetir, isto é penas uma opinião pessoal. Lembro-me de um movimento similar levado a efeito em Paris, no final dos anos 60, quando lá estive. Como nunca mais ouvi falar, creio que foi amputado. Digo o movimento, não os orçãos sexuais daqueles que eram levados a preencher seus curriculum.

Em meu tempo de juventude, como acredito no de Llosa, os mistérios do sexo, fecundaram a imaginação e a criatividade de toda uma geração. E aqui entre nós, mastubar-se é algo que não precisa ser ensinado. Muito pelo contrário. Até os animais aprendem. O que as autoridade politicas espanholas ainda não tomaram conhecimento e que no caso da masturbação, aprende-se mais fácil do que qualquer idioma ou teorema matemático.

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

UMA COMPLETA INVERSÃO DE VALORES

Eu acho que o Brasil está sem comando. Não acredito que seja uma opinião solitária. Ademais que quando se aproximam as eleições, a coisa piora ainda mais, pois, é ai mesmo que nossos governantes afinam, para não se perder votos.

O que se viu em Joinville, no jogo entre Atletico Paranaense e Vasco da Gama é fichinha em relação do que acontecia no futebol britânico, quando eu por lá estava. Na velha Albion, morriam 90 torcedores em um só jogo. Aqui felizmente não morreu ainda ninguém. Mas parece ser agora uma questão de tempo.

A diferença fundamental é que lá na Inglaterra a coisa foi resolvida, de uma vez por todas. O mal foi cortado definitivamente pela raiz. Aqui, ao contrário, ficará sendo adiada, com aquelas eternas medidas paliativas, que não levam a solução nenhuma. Por que? Por que lá a primeira ministra era Margareth Tatcher. A chamada Dama de Ferro. Com ela, escreveu, não leu, o pau comeu! havia pulso e decisão. E aqui, somos hoje governados por uma senhora, ali posta nem ela sabe por que, que quando a primeira passeata vai as ruas, se apavora e pega o avião que pagamos para ela usar, com seu marqueteiro a tira colo, para pedir ajuda a seu antecessor. Não é o antecessor que vai a ela, como seria a lei natural das coisas. E ela que vai a ele, pois, o antecessor parece ser ainda o que manda e desmanda. Embora se faça de morto. Uma completa inversão de valores


A Argentina está igualmente sob o comando de alguém que lá está, por representar dois mortos: Peron e seu marido. Não é coincidência que as manifestações lá, sejam idênticas as daqui. Elas existem pela absoluta falta de comando. 

Se as razões destas anarquias são na verdade uma viuva ou um poste, não interessa. O que interessa é que não se pode viver em um pais onde suas garantias estão comprometidas, mesmo que você pague seus impostos. Não há segurança. Num pais, que os julgados e condenados por roubo a nação, passem a ser contratados de uma hora para outra, ou atacados por inesperadas doenças. Não há respeito a opinião popular. E talvez por isto é que gente de outras nações, acreditem no que Charles De Gaule estivesse certo, quando um dia definiu o Brasil, como um pais sem seriedade.

Se estes baderneiros profissionais, sejam eles de passeatas ou de estádios, pelo menos temessem as punições, certamente as coisas cessariam. Mas eles sabem que com a atual gerência nacional, o que vale é o voto. Desta forma, se eles mantiverem aqueles que estão atualmente no poder, a impunidade continuará vigorando e eles poderão aprontar, onde assim desejarem.

Atrás das grades, não dá para brigar em estádios nem mesmo depredar cidades. Mas para isto são necessários, não só idoneidade como também pulso, coisas que o atual governo federal, parece não saber sequer, o verdadeiro significado.

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

A TROCA DO FORMADOR DE OPINIÃO PELO VENDEDOR DE OPINIÃO

Sou ainda do tempo, em que haviam os formadores de opiniões. Eram os críticos. Você tinha o prazer no fim de semana de abrir o New York Times, ou o Estadão e tomando o seu café, passava a curtir a opinião de gente que você acreditava valer a pena ler. 

A verdade é que a critica, neste tempo - e eu estou falando dos anos 60 e 70 - desempenhava papel fundamental no cotidiano da política, do esporte e principalmente da cultura. Cabia então aos interessados, apenas separar o joio do trigo, mas tão somente depois de ouvir, ler e pensar, o que aquelas pessoas cuja opinião lhes interessavam, haviam comentado. 

Pois bem, esta interação crítica está cada dia a mais se extinguindo no Brasil. Hoje estes críticos são cada vez menos ouvidos. Afinal, poucos fazem caso de suas opiniões. Eles vivem aquele período  de uma pré extinção.

Vivemos outra era: a dos vendedores de opinião. Quanto maior for o poder financeiro, mas seu produto é exposto e melhores são os meios de comunicação que os espoem. O conformismo, para mim, uma das mais tristes manifestações humanas, acabam tomando conta de uma população, que passa a comprar e usar, aquilo que a mídia lhe impõem. A  tênue complacência e a falsa auto satisfação, passam a cumprir um papel imperativo na sociedade atacada pela mesma.

Será que todos tem que usar carros produzidos pela KIA, deverão ter suas contas bancárias no Itaú e lerem livros de uma editora. Vejam o cumulo, o Brasil é reconhecido como um dos países dos menores índices de leitores. Mas nas novelas da globo, todos leem, até a vendedora de Hot-Dog, que mal consegue se expressar corretamente em seu idioma pátrio e tem uma filha que age qual uma troglodita.

O vazio deixado pelos formadores de opiniões, expulsos pela força da publicidade, diminuíram sensivelmente a capacidade das pessoas raciocinarem e passarem a ser induzidas por imagens, que não só aceleram os reflexos condicionados de um publico despreparado, como arregimentam hordas de incautos, que com o tempo se tornam vitimas de usar aquilo que não foi feito para eles.

Na política, até as uniões de partidos de ideologias distintas, se tornou uma praxe no Brasil, principalmente em anos eleitorais, quando a luta pelo minutos de propaganda a procura de votos, na televisão, representa mais do que a idéia que este ou aquele queira expor.

O resultado disto tudo é a "disindividualização" do ser. Ele deixa de ser um indivíduo e se torna massa sujeita a manobra. O resultado de toda esta nova ordem de comportamento, é o ser humano ser trazido de volta as eras primitivas de nossa civilização, onde a magia, a crendice davam vazão a paixões e desvairos.