quinta-feira, 12 de abril de 2012

O FIEL DE UMA BALANÇA VICIADA

Vou contra uma pequena história.

Aconteceu a pouco mais de uma década nos Estados Unidos. Logo, os personagens da mesma ainda estão vivos e frescos em nossa memória. E foi assim que ela começou: o então presidente Bill Clinton completava um brilhante mandato de 8 anos, mas de forma não muito auspiciosa. Falava-se em impeachment, não por ele ter feito um mal governo, muito pelo contrário, o pais ia de bem a melhor. Vendia saúde e tinha até melhorado sua imagem de política internacional. Mas sim por ele ter colocado seu charuto no lugar errado. Seu substituto natural era, o então seu vice presidente, Al Gore, homem correto, mas completamente ausente de carisma.

Os Clintons – Bill e Hillary - são conhecidos por sua combatividade e não era hora ainda para Hillary. O candidato republicano era o filho do ex-presidente George Bush, e Bill Clinton sabia que os Bush eram reconhecidamente ausentes de capacidade administrativa e assim se Gore entra, seriam, possivelmente, 8 anos de espera. Ao passo se Little George entra, em quatro anos estariam prontos para recolocar um democrata no poder e o lugar estaria garantido para Hillary.

Bill não moveu uma palha sequer para ajudar Gore a eleger-se. Falcatruas no estado da Flórida – governado por outro Bush, seu irmão – levaram Little George ao poder de forma ilícita, outrossim, tanto para Bill como para Hillary – esta agora eleita pelo poderoso estado de New York para o senado – o palco montou-se como eles haviam planejado. Era agora um questão apenas de tempo.

Little George assumiu e em seis meses todos notaram que ele era a pessoa errada para o cargo mais importante da humanidade. Bin Laden, mais vivo ainda, sacou que manter Little George em seu cargo, seria o inicio do fim da grande potencia por ele considerada inimiga. E assim derrubou as torres. A queda das torres Gêmeas, garantiu a continuidade de Little Geogre, que imediatamente incitado por eu vice presidente – o homem de confiança de seu pai, ali colocado para coibir as burrices do filho - arrumou duas guerras, para não só debilitar economicamente seu pais, como para também criar um clima devastador de incerteza. Viveu-se durante algum perigo a exdrúxula formula, arquitetada e vendida pelos porta vozes da Casa Branca, de que os árabes poderiam invadir os Estados Unidos e acabar com a democracia no mundo.O pais ruiu economicamente.

Passados 8 anos, Hillary tinha como certa sua eleição. Tudo menos um republicano no poder, era a visão do povo norte-americano. Os índices de comparecimento às urnas – m um pais inteligente onde o voto não é obrigatório – bateu todos os recordes. Todavia, os que os Clintos não imaginavam e que pudesse aparecer um candidato negro, até ali de pouca expressão nacional e que ainda por cima se chamava Obama. Pois é, correndo por fora como um azarão ele vingou e os planos dos Clintons foram definitivamente por água abaixo.

No Brasil vivemos hoje uma situação parecida. O ex-presidente Lula, arrumou um poste para substituí-lo. Um senhora chamada Dilma, que nunca havia se elegido a coisa nenhuma – nem ao cargo de sindica de seu prédio - e que tinha ainda o agravante de ter uma forma de se relacionar com as outras pessoas, áspera e destituída de qualquer jogo de cintura, foi escolhida para substituir um presidente, que embora de pouca efetividade administrativa, sobejamente dava aulas de política e relacionamento. Aqui entre nós, cintura é uma coisa que a décadas a escolhida senhora perdera a noção do que poderia ser... Voltando aos trilhos, Lula a elegeu e a cercou dos ministros que lhe interessavam. Tdos escolhidos a dedo. Ela teve que aceitar, mesmo vendo que ali estava sendo usada como boi de piranha. Governaria por 4 anos e ai então Lula seria trazido de volta como a salvação da lavoura.

Como anteriormente reportei, escolhido a dedos, cada um dos ministros foram caindo um a um. Há de se convir que um número recorde de três em apenas 8 meses de mandato é algo difícil de se prever em um pais que supostamente navega em oceanos pacificos. A criança não fora sequer parida e três homens do governo Lula foram substituídos. Dois por improbidade administrativa e um por petulância.

Nelson Jobim, o último deles, a começar em um entrevista, deixou claro que votara em Serra – pois, mesmo podendo ter todos os defeitos, burro nunca foi – provocou a presidente até seu último fio de cabelo. Eu, a senhora minha mãe e toda a torcida do Flamengo sabemos que o sonho de Jobim é a presidência. E Lula sabe disto. Por isto o trouxe anos atrás para a sua lide de ministros, fazendo prevalecer aquela velha máxima política de convivência: melhor trazer o adversário para seu lado do que aumentar um antagonismo maior com mesmo. Situação esta que a médio e longo prazo, poderiam lhe ser prejudiciais politicamente.

Jobim topou, pois seu perfil é daquele que se não tem o poder, pelo menos quer garantir estar junto a ele. E se excedeu, o que me faz crer, que seja o seu primeiro passo para voltar para o outro lado e quem sabe se tornar no canal mais viável da oposição ganhar as próximas eleições.

Dona Dilma, perdida que nem cego no meio de um tiroteio, trouxe suas “amiguinhas” para ministérios junto de si. Nada mais compreensível, afinal deve ser chato estar naquele palácio imenso, sozinha, sem ter com quem fofocar sobre moda e novelas, e tomar seu chá. Mas cada vez mais, o chão abaixo de si parece esvair-se. As criticas de Jobim as duas ministras, apenas aumentam a minha suspeita que ele o fez para ser demitido e notado por aqueles que não gostam do PT, como uma viável opção futura. E Lula, quieto que nem um coelho, trata de seu cancer - originário talvez por ter eternamente vivido de suas cordas vocais - espera apenas a hora de voltar ao lugar que ele tem em sua consciência, como vitalício, agora sabendo, mais do que nunca, que o PMDB será mais uma vez o fiel da balança e que poderá virar de lado.

Espero apenas, que na hora H, o Brasil definitivamente acorde e arrume um azarão para cruzar o disco na frente. Evidentemente que antes que o PT, acabe com o Brasil.