quarta-feira, 18 de setembro de 2013

UM GRITO DE ALERTA


A incrível capacidade de reação do mercado norte-americano, qualquer que seja este mercado, é simplesmente digna de nota. Em qualquer setor, de qualquer área, mecanismos são introduzidos de forma que a máquina volte a funcionar a todo vapor e objetivos sejam perseguidos e metas atingidas. Esta forma de ser, creiam, é incutida na mentalidade dos que aqui nascem, desde cedo. Eles acreditam que podem ser o número 1, e lutam para que o sonho se torne realidade, sem utopismos.Para tal usam espionagem não só para controlar a concorrência como também manter a sua segurança, pois Dona Dilma acredite ou não, tem mais gente querendo vir morar nos Estados Unidos, do que em Cuba, na Venezuela ou no Irã.

Vivo aqui desde 1987 e aprendi uma coisa que uso em minha profissão. Parar aqui, mesmo vivendo um sucesso, é um sinal de estagnação. A inovação é parte da mentalidade norte-americana, dentro de um mercado - todos sem exceção competitivos - que sabe que a única forma de dominância, é aquela que sempre apresenta novas alternativas capazes de solucionar todo e qualquer tipo de problema. O mercado é evolutivo e a competência sempre pronta a lhe tomar o lugar. Por isto a reação da moeda, do mercado imobiliário e a queda no índice de desemprego, mesmo com um pais dividivo politicamente. Assim sendo, quem para, fica e alguém ultrapassa. É uma questão de competência. E o Brasil está parado, pois, a fachada do Brasil, criada pelo PT, teve finalmente o seu fim. A cortina abriu e nossa imagem internacional é um grande nada. Até o Evo Morales, tripudia em nossas cabeças, pois, tem noção, vivo como é, que nunca na história deste país a incopetência foi tão clara.

Em uma palestra que assisti do ex-presidente Fernando Henrique aqui em uma universidade norte-americana, captei duas mensagens que considero importantes. A primeira delas relativa ao que ele chama de tempos coexistentes, que na verdade são mais cronológicos do que psicológicos, em que a intersubjetividade é parte constitutiva da realidade. Realidade para mim, não é feita de uma fachada e sim de realizações.

O iluminismo pregado no Brasil, no final do governo Itamar franco com a implantação do Plano Real, foi naturalmente inibido pela estupidez do paternalismo implantado pelo PT. E não existe ação política mais paternalista do que a vivida no Brasil, neste últimos 11 anos, onde o governo para manter sua máquina em movimento paternaliza industrias e bancos, com o endividamento de um povo, que durante anos a nada teve acesso aos bens de consumo e que agora quando o tem, foi induzido por intermédio de um mecanismo de crédito extorsivo, onde endivida-se e caminha para uma inadimplência obrigatória. 

No Brasil, crescimento, não é sinal de trabalho. Nos Estados Unidos, trabalha-se e constroi-se uma vida em torno de si. No Brasil, se oferta cestas básicas e credito. E com isto se garante votos, bem no estilo Vargas e Peron.

A segunda captação na citada palestra, é aquela explanada de forma brilhante pelo palestrante em que ressaltava que "o Estado burocrático brasileiro, nasceu das cinzas do estado absolutista português, e que agora reaparece como estado burocrático capitalista, enroscando, as instituições econômicas e sufocando as instituições políticas, como outrora".

Aproveito para abrir um parênteses, sem tentar induzir esta defesa de tese, em uma discussão falsa e estéril. Lembro-me de um história que me contaram, de três industriais sul-americanos na Amazônia. Enquanto o Brasileiro às margens de de um rio enfestado de piranhas e jacarés, erigia em seu sonho uma ponte que levasse ao outro lado e lá fosse implantado um parque de diversões ecológicos, o argentino se preocupava com a viabilidade econômica do empreendimento e da ponte, e o uruguaio, à simples constatação da presença das piranhas e dos jacarés, dava meia volta e saía em desabalada carreira. Hoje depois de 11 de PeTralhas, muita gente anda com vontade de correr.
Dona Dilma parou no tempo, como todo o seu PT, agora so preocupado em achar um bode expiatório que explique a queda de nossa economia e como safar os amiguinhos das penas do mensalão. Ela não vai aos Estados Unidos. Melhor para os Estados Unidos. Talvez prefira os ares da Bolivia, da Venezuela, do Irã e certamente de Cuba. Países altamente democráticos e que nos interessam  muito mais comercialmente, pois, aqueles que com estes interagem, rrecadam comissões bem maiores.