segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

Como já é de conhecimento publico, não gosto de comparar divindades. Simplesmente as coloco em um determinado patamar - o mais alto em minha escala de valores - e os venero. Afinal como comparar, Lang Lang, Ludovico Einaudi ou Tokyo Myers? Todos tocam piano, mas de uma forma distinta. Todas magistrais. E o mesmo acontece com Beethoven, Mahler e Wagner. Estilos distintos mais eficazes na arte de lhe trazer prazer auditivo. Outrossim, dentro das minhas divindades, aquela que de alguma forma fizeram parte de minha vida, creio que vó Adelina esteja numa redoma especial.

Existe gente que acha que vó Adelina é um personagem ficticio, que serve para dizer aquilo que eu gosto de dizer. Errado. Como todo ser humano eu também tive duas avós. Uma delas era Adelina Gameiro, uma figura impar, que tinha a singeleza de quando ir receber a pensão de seu finado marido, Lindolfo, que não tive o prazer de conhecer, sempre levava minha irmã, para um café a tarde na confeitaria Colombo do centro da cidade. Lá todos os garçõns a conheciam e soube por meu pai, que vários deles compareceram a seu enterro. O dela, não o dele.

Logo, quando falo em vó Adelina, me refiro a uma parte muito importante de minha vida. A do aprendizado. A do conhecimento. A do incentivo a imaginação e a curiosidade. Hoje uma criança não precisa de avó. Precisa de um Iphone e de uma conta na Internet. No meu tempo, era a avó ou a enciclopédia britânica, que pesava para burro e não dava para levar para todois os lugares. A avó dava... 

O homem difere do animal, por sua capacidade de poder raciocinar. Uns sabem como usar suas respectivas massas cefálicas. Outros infelizmente não. E o chato desta questão, é que estes que não sabem, votam, falam e emitem até opiniões. O PT está cheio deles.

E gente que raciocina, está cada vez mais escassa no Brasil. Estão migrando, pois numa cidade como o Rio de Janeiro que tem um governador preso como o Cabral e um Pezão comandando, que tem um prefeito que no carvaval vai passear na Europa sob o pretexto que está buscando tecnologia para resolver os problemas de segurança da cidade que dirige, tem mais mesmo que ter uma intervenção federal, com os militares assumindo a responsbilidade.

E o samba continua, o futebol também, e enquanto tiver praia, chope e carnaval vai se levando, pois, o sol é intenso e a responsabilidade nenhuma. Afinal o que se esperar de um povo que em sua maioria votou na Bemedita, no Garotinho, na Garotinha, no Cabral e no Pezão? Que no máximo, o mundo não acabe fora da hora.