quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

A CULPA É DO FERNANDO HENRIQUE CARDOSO

O Brasil continua me surpreendendo a cada minuto. A novidade de agora é dona Dilma, dando força as investigações da Policia Federal. como ela estivesse preocupada com o resultado das mesmas. Preocupada ela esta, pois, logo, logo o seu nome e de alguns de seus superiores vão vir a tona. É apenas uma questão de tempo. mas se a coisa parasse por ai, dava até para se entender. O problema, é que como sempre, ela quer se justificar e quando abre a boca, o que sai de dentro geralmente fede. Tentar colocar a culpa no FHC, por não ter levado a efeito uma investigação desta e isto fazer a Petrobras chegar onde chegou - mesmo durante um período que ela, Dona Dilma, era presidente do conselho da empresa - é piada sem graça.

está certo que desde o seu nascedouro que em nossa Republica, quando uma investigação era tentada levar adiante, imediatamente o que vinha em minha cabeça, e na cabeça de meus pais, avôs, bisavôs e tataravôs, era que não ía dar em nada. Hoje se diz que vai virar pizza. Antigamente deviam usar outra expressão.

Tudo de mal que a péssima administração do PT fez e hoje colhe, passou a ser culpa do FHC. Melhor que não tenham culpado o Getúlio, que inventou a Petrobrás, e por isto deveria ser culpabilidade, por esta empresa chegar ao ridículo que se encontra. Investiga-se a possibilidade da queda do III Reich, das torres gêmeas de Manhattan, do império Inca, terem igualmente sido culpa do FHC. Só não é sua culpa ter entregado seu governo a um torneiro mecânico aposentado por invalidez, uma economia sólida e em ascensão. Dona Dilma, como bom poste que parece ser, nunca tem culpa de nada. Continua sendo, encosto de bêbado e mictório de caninos...

A razão das investigações pela primeira vez eparecendo ir ao âmago da situação, é que o rombo que o PT e sua base aliada, deram, nunca antes foi sequer pensado, na história deste pais. O problema é que o brasil, ao contrário dos Estados Unidos, político tem fórum diferenciado e ai a coisa cai na mão do STF, que hoje é todo de gente colocada a dedo pelo PT.

E a turma do PT, condenada pelo escândalo do mensalão, já está quase toda em casa. Isto não é mais uma pizza. É uma feijoada...

domingo, 22 de fevereiro de 2015

CRONICAS SOBRE O MEU RIO DE JANEIRO - O PASSADO

Falo muito em passado e, por incrível que pareça, não sou um saudosista. Por enumeras razões, adoraria ter hoje 25 anos, sabendo o que sei. Aliás, sempre me vi como uma pessoa para frente. Outrossim, resigno-me com a grande realidade: o passado sempre tem razão. E sabem por que? Porque ele não muda.
Porém, embora ele sempre tenha razão, os que o viveram, - principalmente aqueles de décadas distintas - o veem de forma diferenciada. São diferentes interpretações. Minha avó Adelina, dizia que nunca houveram tempos no Rio de Janeiro, como os do inicio do século, quando o prefeito Pereira Passos em 1902, resolveu construir uma Paris a beira mar. Meu pai, pensava de forma distinta. Para ele os anos dourados do Rio de Janeiro foram os de sua juventude, com Copacabana se transformando na Princesinha do Mar. e os Casinos repletos de gente. A inauguração do Copacabana Palace em 1923, foi talvez para ele, o auge e o apogeu daquele bairro, antes só habitado por pessoas com problemas pulmonares. Para mim, o Rio de Janeiro foi o Rio de Janeiro, do final da década de 60 ao inicio da década de 80, onde o cachorro quente do Genial comido na madrugada em frente ao mar, só poderia ser comparado ao sandwich de pernil com abacaxi do Cervantes. deglutido ao amanhecer. Que melhor do que a sopa de cebola do Beco da Fome, era somente a canja que o Sergio Mendes dava lá de madrugada, à espera da primeira barca que o levaria de volta a sua Niterói. De um Arpoador povoado pela Duda Cavalcanti e Odete Lara, a um Veloso cravejado de Tom, Vinicius e Cia. De um Maracanã que comportava mais de 150.000 pessoas e um hipódromo da Gávea, que em dia de Grande Prêmio Brasil, recebia mais de 40.000. Onde o Antonio's recebia de Nelson Rodrigues, que para lá chegar tinha que se utilizar de bondes. Foram os meus anos dourados
Nostalgia é atraso, pois, outra grande verdade, é que o passado nunca volta. No máximo, repete-se. Hoje, o morador do Rio de Janeiro está sujeito a balas perdidas. No tempo de Estácio de Sá - o desbravador, não o bairro - o problema eram flechas perdidas. Tanto assim que ele morreu vitima de uma delas.